Ah, se quando sentisse isso pudesse me expressar...
Como seria bom! Poder me aventurar
A narrar as desventuras do meu coração
À procura do teu... Eterna procura.
E, quando se encontrassem,
Talvez conseguisse dizer o simples
Que de tão simples torna-se complicado
E leva ao silêncio, constrangedor.
Mas nenhum silêncio é eterno
E em algum momento será quebrado
Pela voz ressonante, apaixonada,
Do meu coração dizendo ao teu:
Eu te amo...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Objetivação (uma homenagem à poesia épica)
No mundo em que vivia
Ossos desmanchavam no ar
As ruas moviam-se como areia movediça
E a vida seguia por trás das vitrines
Mas precisávamos descobri-la
Em nosso pulso
Pulsando a cada minuto,
Como quando te vi
Naquele dia de vento
No mundo em que vivia
Homens viam o que queriam
Sem saber se o queriam
Seguiam demolindo pilastras tortas
Debatendo-se por Templos reerguidos
Mas não se olhavam nos olhos
Em meio aquela jornada sem fim,
Sempre atualizada
Pelas notícias dos jornais
No mundo em que vivia
Fossas nasciam das ruínas
Misérias erguiam palácios
Comi a minha comida em meio a massacres
Aquele que ria
Ainda não havia escutado as terríveis novidades
Ou as havia escutado no seu monstruoso deleite estético,
Repetido nesta temporada
Nas tardes do teatro do Leblon
No mundo em que vivia,
Sonhava com outro mundo
Amava em outro mundo
E quando encontrava aquele objetivado
Lutava com ele em meu corpo,
Rolando por minha vida
Penetrando à vontade nesse ato
Assim deslizava o tempo
Que sobre a Terra me foi dado
Ossos desmanchavam no ar
As ruas moviam-se como areia movediça
E a vida seguia por trás das vitrines
Mas precisávamos descobri-la
Em nosso pulso
Pulsando a cada minuto,
Como quando te vi
Naquele dia de vento
No mundo em que vivia
Homens viam o que queriam
Sem saber se o queriam
Seguiam demolindo pilastras tortas
Debatendo-se por Templos reerguidos
Mas não se olhavam nos olhos
Em meio aquela jornada sem fim,
Sempre atualizada
Pelas notícias dos jornais
No mundo em que vivia
Fossas nasciam das ruínas
Misérias erguiam palácios
Comi a minha comida em meio a massacres
Aquele que ria
Ainda não havia escutado as terríveis novidades
Ou as havia escutado no seu monstruoso deleite estético,
Repetido nesta temporada
Nas tardes do teatro do Leblon
No mundo em que vivia,
Sonhava com outro mundo
Amava em outro mundo
E quando encontrava aquele objetivado
Lutava com ele em meu corpo,
Rolando por minha vida
Penetrando à vontade nesse ato
Assim deslizava o tempo
Que sobre a Terra me foi dado
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